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Lílian Campesato
Três Lagoas – MS, Brasil, 1981
Artista, pesquisadora e curadora.
Doutora pela Universidade de São Paulo com uma tese sobre o processo de estetização do ruído na música. Pesquisadora colaboradora junto ao NuSom – Núcleo de Pesquisas em Sonologia desde 2012. É uma das fundadoras da Sonora: músicas e feminismos, uma rede feminista que tem promovido ações de valorização e ampliação da participação das mulheres na música e nas artes.

Como artista, trabalha principalmente como compositora-performer. Seus trabalhos exploram a escuta como espaço de conflito, tendo a voz, o corpo e o ruído como aspectos centrais. Tem trabalhado individualmente e frequentemente em parceria com outros artistas, em especial com Fernando Iazzetta. Suas colaborações abrangem uma gama ampla de recursos e mídias envolvendo processamento eletrônico interativo e recursos audiovisuais, muitas vezes criando uma poética performativa para instrumentos inventados. Seus trabalhos e suas performances foram apresentadas em festivais e mostras no Brasil e exterior, como em Portugal, Espanha, Reino Unido, França, Alemanha, Dinamarca, Colômbia, Argentina e México. De maneira geral, seus trabalhos dialogam diretamente com a ideia de performar escutas, sejam elas íntimas ou estranhas, ao mesmo tempo revelando o modo como ela escuta a si mesma e partilha essa escuta com outros. Além disso, suas pesquisas acadêmicas e artísticas têm se misturado na tentativa de produzir uma abordagem que parte daquilo que é particular, subjetivo e afetivo.

Como pesquisadora, tem atuado nos campos dos estudos do som, música experimental, arte sonora e feminismos. Seus textos discutem ruído, experimentalismo e discursos contra hegemônicos e estão publicados em diferentes periódicos no Brasil e exterior e também em livros editados. Desde 2017 desenvolve o projeto Microfonias: Práticas de Invenção e Compartilhamento de Escuta em parceria com a compositora e pesquisadora Valéria Bonafé. É integrante do Laura – Lugar de Pesquisas em Auralidade, um coletivo de pesquisadores/as em sonologia cujos interesses gravitam em torno dos estudos críticos sobre auralidade. Atualmente, Campesato é pesquisadora do projeto AmplifyHer: voicing the experience of women musician in Brasil, uma parceria entre a Universidade de São Paulo e a Manchester Metropolitan University. Além disso, desenvolve um projeto de pesquisa sobre escuta e subjetividade em testemunhos de voz gravada de mulheres.
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Valéria Bonafé
São Paulo – SP, Brasil, 1984
Compositora e pesquisadora.
Estudou na Universidade de São Paulo e na Staatliche Hochschule für Musik und Darstellende Kunst Stuttgart. Foi professora na Escola de Música do Estado de São Paulo – EMESP Tom Jobim. É uma das fundadoras da Sonora: músicas e feminismos, uma rede feminista que tem promovido ações valorização e ampliação da participação das mulheres na música e nas artes.

Como compositora, trabalha com criação de música instrumental e eletroacústica, e colabora regularmente com solistas, grupos de câmara (vocais/instrumentais) e orquestras. Seus trabalhos têm sido regularmente apresentados em concertos e festivais no Brasil e no mundo. Para ela, a composição musical é um espaço povoado de referências, memórias, sentimentos, e seus projetos são quase sempre disparados por imagens multissensoriais complexas. O que está na base de sua poética é uma aposta na vocação radial da escuta, isto é, na compreensão de que a escuta não é um fenômeno meramente coclear, que se concentra sobre aquilo que se considera puramente sonoro, mas sim uma experiência subjetiva e relacional que se abre para uma rede complexa de conexões e afetos.

Como pesquisadora, tem atuado principalmente nas áreas de composição musical, análise musical, estudos do som e feminismos. Seus projetos de pesquisa mais recentes lidam com assuntos como sonoridade e imagem sonora, memória e afeto, oralidade e escuta, poética sonora, autobiografia sonora e cartografia sonora. Desde 2017 desenvolve o projeto Microfonias: Práticas de Invenção e Compartilhamento de Escuta em parceria com a artista e pesquisadora Lílian Campesato. É integrante do Laura – Lugar de Pesquisas em Auralidade, um coletivo de pesquisadores/as em sonologia cujos interesses gravitam em torno dos estudos críticos sobre auralidade, e do NuSom – Núcleo de Pesquisas em Sonologia da Universidade de São Paulo. Atualmente realiza uma pesquisa-criação de pós-doutorado com apoio do CNPq.